Fórum Social Mundial - Belém PA
parte 1
parte 1
Pra começar logo com um pouco de emoção vou relatar a minha ultima grande viagem, à Belém do Pará, onde além de curtir uma das viagens mais louca que já fiz, até agora , tive também a honra de participar do Fórum Social Mundial, sediado na capital paraense.
Era janeiro, férias, e eu já não estava mais suportando ficar parado sem sentir a liberdade de cair na estrada. Estava afim fazer uma viagem sem rumo, sem hora e nem data, no estilo à lá vagabundo. Queria sair de Pernambuco, descer pela Bahia fazendo todo o litoral baiano e em seguida voltar por dentro do estado passando pela Chapada Diamantina, conhecendo alguns parques e cachoeiras pelo caminho. Só que infelizmente até pra viajar largado eu tava sem grana.
Foi ai que navegando pela internet fiquei sabendo do FSM de Belém e como já havia dedicado três anos da minha vida a movimentos sócias, foi fácil conseguir uma vaguinha num dos ônibus que iriam sair de Recife com a galera de Pernambuco; consegui também um lugarzinho no acampamento da juventude pra eu armar minha barraca e tirar um cochilo de vez em quando . Dai o resto foi só descolar uma merreca e umas passagens de ônibus pra chegar até Recife.
Às 23:30 do dia 25 de janeiro de 2009 sai do sertão pernambucano rumo a Recife a onde eu pegaria o ônibus que me levaria a Belém. Percorridos 580 Km cheguei à rodoviária às 06:10 da manhã e como nunca tinha andado em Recife antes resolvi não perder tempo e achar logo o local de encontro que seria a Praça do Derby as 09:00 AM; Com o endereço em um papelzinho sai pedindo informação a um e a outro e mim indicaram pegar o metro, descer na estação Recife e depois pegar um coletivo integração que me deixaria direto na praça do Derby.
Pronto, já encontrado a galera que também ia viajar, foi só conferir meu nome na lista, guardar a mochila lá dentro e se entrosar com os tripulantes dessa loucura, cada um mais doido que o outro; ai foi fácil me sentir em casa. Saímos de Recife 11:30 do dia 26, segunda feira atravessamos quase todo o estado de Pernambuco, cruzamos o Piauí e o Maranhão. chegamos a capital paraense aproximadamente ás 03:00 AM da quanta feira, um dia e meio de viagem.
Seria com certeza muito cansativo ficar esse tempo todo sentado dentro de um ônibus vendo arbusto passar pela janela, se, é claro, a galera não fosse tão da bagunça, era todo mundo trocando idéia; tocando violão reggae, rock, samba, MPB em fim uma infinidade de sons, estilos e ideias diferentes.
Divisa entre Piauí e Maranhão
Divisa do Maranhão com o Pará,
parada pra o jantar, cuzcuz com ovo R$ 2,50
Era janeiro, férias, e eu já não estava mais suportando ficar parado sem sentir a liberdade de cair na estrada. Estava afim fazer uma viagem sem rumo, sem hora e nem data, no estilo à lá vagabundo. Queria sair de Pernambuco, descer pela Bahia fazendo todo o litoral baiano e em seguida voltar por dentro do estado passando pela Chapada Diamantina, conhecendo alguns parques e cachoeiras pelo caminho. Só que infelizmente até pra viajar largado eu tava sem grana.
Foi ai que navegando pela internet fiquei sabendo do FSM de Belém e como já havia dedicado três anos da minha vida a movimentos sócias, foi fácil conseguir uma vaguinha num dos ônibus que iriam sair de Recife com a galera de Pernambuco; consegui também um lugarzinho no acampamento da juventude pra eu armar minha barraca e tirar um cochilo de vez em quando . Dai o resto foi só descolar uma merreca e umas passagens de ônibus pra chegar até Recife.
Arrumando a mochila
Como todo estradeiro sabe o momento de arrumar a mochila é crucial, pois é nela que levaremos tudo o que iremos precisar em nossa jornada, mas esse é um ponto que abordarei melhor num artigo mais especifico. Bom, de qualquer forma ao se preparar a mochila deve ser montada levando se em conta todas as adversidade a que estaremos sujeitos; como nessa viagem eu não tinha certeza de nada, decidi então levar todo o meu arsenal de sobrevivência desde roupas e utensílios de higiene pessoal a alimentos, panelas, cordas, barraca, lona e etc. Podiam até me deixar no meio da Amazônia que eu me virava. É, num é pra tanto , mas eu tava bem equipado.
Pé na estrada
Pronto, já encontrado a galera que também ia viajar, foi só conferir meu nome na lista, guardar a mochila lá dentro e se entrosar com os tripulantes dessa loucura, cada um mais doido que o outro; ai foi fácil me sentir em casa. Saímos de Recife 11:30 do dia 26, segunda feira atravessamos quase todo o estado de Pernambuco, cruzamos o Piauí e o Maranhão. chegamos a capital paraense aproximadamente ás 03:00 AM da quanta feira, um dia e meio de viagem.
Seria com certeza muito cansativo ficar esse tempo todo sentado dentro de um ônibus vendo arbusto passar pela janela, se, é claro, a galera não fosse tão da bagunça, era todo mundo trocando idéia; tocando violão reggae, rock, samba, MPB em fim uma infinidade de sons, estilos e ideias diferentes.
parada pra o jantar, cuzcuz com ovo R$ 2,50
Atingido o destino, agora era cada um por si, como eu ia ficar no acampamento da juventude, me juntei a mais três brothers que também iriam acampar e decemos na UFRA onde estava montado o camping. Um dos caras que tava era o Alberto um brother com quem dividi minha barraca; os outros dois eram Fagner Brown e Rogério Dias. Na verdade esses dois estavam no maior perrengue não se inscreveram antes para o acampamento da juventude e ainda haviam saído de Recife totalmente sem dinheiro, é que eles eram músicos e esperavam ganhar uma grana durante o fórum, vendendo seus CDs e fazendo um som por ai (manguear, como eles diziam) . Eu e o Alberto compramos o Cd e emprestamos o dinheiro pro caras se inscreverem. Eu também não tinha muito dinheiro mas na estrada é assim: um mochileiro ajuda o outro.
Todos credenciados fomos então procurar um lugar pra colocar as barracas, era noite e não dava pra enxergar nada direito. Conseguimos um local já dentro dos matos, aliás, tudo ali era mato, sem falar que por todo lado haviam umas plaquinhas bem animadoras com o aviso: CUIDADO ANIMAIS PEÇONHETOS. Ficamos perto de uns evangélicos que também tinham ido ao evento; nossos novos vizinhos nos deram as boas vindas e foram logo dizendo que não queriam muita zuada por ali não. Chatos. Mas por um lado foi bom que eles vigiavam o acampamento o tempo todo e liberaram pra gente pegar o rango que ele s serviam, que além de ser uma boa comida deu pra economizar um bom dinheiro.
Todos credenciados fomos então procurar um lugar pra colocar as barracas, era noite e não dava pra enxergar nada direito. Conseguimos um local já dentro dos matos, aliás, tudo ali era mato, sem falar que por todo lado haviam umas plaquinhas bem animadoras com o aviso: CUIDADO ANIMAIS PEÇONHETOS. Ficamos perto de uns evangélicos que também tinham ido ao evento; nossos novos vizinhos nos deram as boas vindas e foram logo dizendo que não queriam muita zuada por ali não. Chatos. Mas por um lado foi bom que eles vigiavam o acampamento o tempo todo e liberaram pra gente pegar o rango que ele s serviam, que além de ser uma boa comida deu pra economizar um bom dinheiro.

